No meio do caminho

13 04 2011

Me pediram para escrever sobre esse fenômeno que na minha terra é conhecido por ser mania de mineiro: Ficar no meio do caminho. Mas logo vi que não é privilégio de mineiros. Em todo lugar tem gente que se comporta assim. Veja o que eu passo no Rio.

Não é o mesmo que ‘’morrer na praia’’ não. Ficar no meio do caminho é ter aquele espacinho no corredor e a pessoa ficar parada lá e começa a juntar amigos conversando sem o menor pudor no meio do caminho. E isso gera um ‘engarrafamento’ de pessoas e elas não se incomodam nem um pouco de impedir o trânsito de pessoas.

Na rua é muito comum de ver. Os pontos de ônibus têm um painel de propaganda que fica bem na lateral, diminuindo o espaço na calçada para o coitado do transeunte que não deseja ficar naquele ponto, só está andando na rua. Sobra menos de um metro para que as pessoas passem naquele espaço. E não é que sempre tem alguém parado nessa parte??? A pessoa não imagina que está atrapalhando o progresso? Ou não liga mesmo? Prefiro, do fundo do meu coração, acreditar que a pessoa faz isso sem perceber. Como passar então? O jeito é roubar um pedacinho da rua e torcer para não estar vindo bicicleta, moto ou um carro maluco bem rente à calçada.

ELEVADOR Esse é o pior: vejamos o cenário: Elevador cheio DESCENDO, entra as 3 últimas pessoas que vão até o térreo, como está cheio, estas 3 pessoas estão na porta. O elevador pára no segundo andar. As pessoas que vão descer e estão no fundo, ficam desesperadas e começam a encostar nas pessoas que estão entre elas e a porta, só depois de encostar e dar uma empurradinha é que elas pedem licença. Por outro lado, aqueles 3 que só descem no térreo, imagina-se que tenha bom senso e desca do elevador para dar espaço às outras. Nào. Elas se apertam para o lado, como se se elas descessem, perderiam o direito de entrar novamente.

Um amigo me disse que não entende isso também. A teoria dele é de as pessoas que estão na porta têm preguiça de dar dois passos para sair e depois entrar novamente (daí serão 4 passos). ‘Eles adoram o apertadinho caloroso de uma caixa de metal sem ventilação adequada’, disse ele. Esse lance de ficar no meio do caminho é em todo lugar.

ESCADA ROLANTE: A pessoa chega ao final da escada rolante, dá 2 passos e pára para olhar o relógio, celular, enfim. Para ela, o mundo atrás se modificou e não tem mais escada rolante, ou então a escada rolante é só dela e ninguém mais vai precisar daquele espaço para passar, já que ela já utilizou, ne?

METRÔ: A pessoa não vai pegar o metrô que está na estação porque não tem lugar para se sentar. Mas ela fica na porta impedindo que outras pessoas que não se importam em viajar em pé entrem.

SUPERMERCADO: A pessoa para o carrinho numa esquina de grande circulação e vc acha que ‘estaciona’o carrinho adequadamente? Nããããão, o carrinho pára atravessado e causa aquele tumulto. E se vc pede licença para a pessoa, ela fica irritada. Afinal ,ela chegou ali primeiro, ne?

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